quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Realmente não sei de onde o álcool sai e porque ele me faz tão bem. Consigo me 'curar' de outras drogas muito fácil. Consigo me afastar delas e, tempos depois, me dou conta: "Nossa, nem lembrava mais que isso existia." Mas não com o álcool. Ele bate na minha porta todos os dias, e todos os dias são novos. E é bonito como cada uma das variações dele me deixa de um jeito diferente. E as misturas tornam a variedade ainda maior. O rum me deixa sentimental. A cachaça me deixa elétrico. O vinho, bom, o vinho me deixa desse jeito. Engraçado que todas me deixam infinito. Todos os dias são como se não fosse acontecer outro dia depois. Sempre no talo, ou no máximo que a casa pode me oferecer. Que invento realmente espetacular esse álcool. Eu sei que ele não é meu, mas tento fazer o melhor que posso dele.


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