domingo, 7 de fevereiro de 2010

Faz uns dois dias que eu sonho direto com ela. Sonhos espetacularmente bons. Hoje mesmo eu acordei desejando não ter acordado. Tínhamos voltado. Não daquele jeito besta de voltar. Do jeito certo. Deitados na cama, acordando, sem decidir nem conversar porra nenhuma sobre o futuro. Só estávamos juntos. Do mesmo jeito como a gente sempre esteve. Ela ouvindo minhas teorias retardadas sobre a vida, eu ouvindo ela concordar com minhas bobagens e completá-las de uma maneira que fazia com que elas fizessem sentido. Como sempre. Como nunca mais foi.
A vida em São Paulo tem sido boa, mas tão vazia quando qualquer vida sem ela. Eu preencho todos os espaços possíveis comigo, mas falta o espaço que ela preenchia. Viver só, viver por mim, foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida. É uma perspectiva espetacularmente boa. Mas falta. Sempre vai faltar. Até quando não faltar mais.

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