domingo, 26 de julho de 2009

Decidi que não sairia de casa pra comprar comida. Comi um salgadinho que o Maurício deixou aqui ontem, comi o resto da pizza de sexta e isso seria o suficiente. Mas não foi. Tive que vestir minha calça de brim em cima da de moleton e sair nessa friaca dos diabos. Felizmente o Záffari fica na quadra ao lado, mas uma quadra nesse gelo em forma de atmosfera é mais do que o necessário para irritar qualquer vivente. Vesti o casaco, tomei posição e fui. Há algo de muito estranho com os oompa-loompas do centro de Porto Alegre hoje. Parece que todos tomaram anfetaminas e decidiram tocar o horror. Nunca vi tanto griteiro na Borges como tenho ouvido desde o final da tarde. A curta distância, além de gélida, quase virou uma aventura. Mercado adentro, a dúvida. Não tenho fogão, não tenho microondas. "Algo pronto e com carne, por favor?" Precisava comer carne. O balcão das comidas prontas é o meu destino. E que surpresa. Pedi um bife a milanesa, o qual já sabia ser uma bosta, mas é um bife a milanesa mesmo assim. Por mais bosta que seja um bife a milanesa, ele ainda é um bife a milanesa. Há de se manter o respeito e essa não foi a surpresa. Não sei se dei sorte e a cozinha do Záffari estava inspirada nessa noite de domingo ou se o risoto deles é bom mesmo. Sei que é realmente notável a qualidade que implementaram em um simples arroz com galinha. Ou, vai saber, foi o azeite que eu coloquei quando cheguei em casa.

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